Por que cachorro?

Nunca passei um dia sem cachorro. Do alto dos meus 30 anos, não consigo sequer imaginar como teria sido minha vida sem a companhia de meus amados cães. Foram muitos. Quase todos com nome de gente.
Alguns nem eram meus mesmo. Quando vim ao mundo, aquela pequinês preta de luvas brancas já estava em casa. Depois vieram outros, e de cada um me lembro com carinho, amor, saudade. A seu modo, eles me ajudaram a me tornar a pessoa que sou hoje.
Com eles corri, dei risada, fiquei imunda, rolei na grama, peguei chuva, chorei. Esses seres interessantes dividiram comigo momentos felizes e difíceis, para eles e para mim.
Quando converso com meus amigos e surgem os “causos” de cachorros, reavivo minha memória e lembro dos meus companheiros de uma vida. E se somos muitos os amantes dos cães, por que não dividir nossas histórias?
Hoje vivem comigo e meu marido duas adoráveis criaturas que tornam nossos dias mais leves e felizes. Aqui poderei contar as histórias e os “causos” deles e daqueles que já foram habitar as nuvens macias do céu e espalhar pêlos no escritório de São Pedro. Um bom jeito de matar as saudades e homenagear os bichos que fazem nossa existência ser mais humana.
 
PS: este texto foi escrito como “prefácio” do blog e talvez ainda seja a melhor explicação de porque o Dias de Cão começou e existe. Muitas histórias foram postadas e muitas ainda estão por vir…
 
PS2: a matilha atual é composta por Shiva, uma labradora de 5 anos e Guido, um quase cocker que deve ter entre seus 7 anos. Estão devidamente apresentados nos primeiros textos de 2008. E claro, por mim,  mãe deles e o Marido, líder de todos nós. 

9 Comentários Add your own

  • 1. Camilli Chamone  |  16/09/2010 às 21:18

    Que lindo. Parece que foi seu coração que escreveu!

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    • 2. Bella  |  17/09/2010 às 19:38

      obrigada! de certa forma, foi mesmo… essas figuras me inspiram! 🙂

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  • 3. Ana Carolina Caires  |  21/01/2011 às 15:28

    Olá, sou jornalista da Revista Novas Ideias!, da Polishop.
    Estou elaborando uma matéria sobre “pet terapia” e procuro personagens que possam contar suas experiências com os pets.
    O objetivo é contar a história de alguma superação, por meio do contato com o animal. Por exemplo, alguém que mudou o comportamento, ou se recuperou da depressão, ou até mesmo se tornou mais responsável quando comprou ou ganhou um bichinho de estimação.
    Você gostaria de nos ajudar com a matéria?
    Aguardo um breve retorno, e a entrevista pode ser por email mesmo, ok?!

    um beijo, Ana Carolina

    Responder
  • 4. Vani nani  |  11/11/2011 às 13:38

    passei rapidamente no seu blog, e li esta apresentação e me emocionei, sem bem o que é isso, só quem teve ou tem cachorro sabe o que é isso! Muito bom o texto!

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  • 5. Helô Ribeiro  |  28/01/2012 às 17:16

    Estava lendo o Di Vasca e encontrei o seu blog. Amo cachorros e tb não me lembro de ter passado um único dia longe de um. Atualmente tenho uma filhote que veio como um presente de minha mãe para o meu filho que tanto queria um cachorro. Vou tentar resumir um pouco da história da Molly, nossa pequena vira-lata que chegou com pose de poodle, rsrs.
    Minha mãe, uma senhora que faz de tudo para mimar seus 7 netos, soube q a vizinha estava dando (o mais rápido possível) um filhote de poodle. Sem piscar, lá foi a “vó coruja” aproveitar a oportunidade única de adotar um poodle filhote! E então, numa manhã ensolarada de um sábado de outubro chega no colo da minha mãe uma bolinha de 800g, com pelo caramelo, carinha de sono e de raça completamente indefinida. Meu filho saltava de alegria! Escolheu o nome Molly por causa de um desenho que ele adora. Logo ela se adaptou à casa, ao nosso outro cachorro – o Duque que olhava desconfiado e sem muito entusiasmo para aquela coisinha q cismava em morder as suas orelhas atrapalhando o seu descanso- ao quintal perfeito para boas corridas… Chegou o grande dia de tomar a primeira vacina e a Molly estava com febre. Fez um hemograma e com o resultado veio a notícia de que ela estava com uma doença de nome complicado que a veterinária (e minha amiga, Grazi!) simplificou como “doença do carrapato” e que nossa pequena precisaria tomar alguns remédios por um tempo. Sem vacina, sem quintal! Tínhamos que deixá-la dentro de casa para não corrermos o risco de diminuir a imunidade dela. Já com 1200g ela corria a uma velocidade impressionante, perturbava demais o Duque, mordia nossas mãos como se fosse mais um de seus brinquedos. Um dia no meio dessa farra a Molly teve uma convulsão. Fomos à uma emergência e pelos sinais clínicos o médico vet disse que poderia ser CINOMOSE! Palavra esquisita, feia e que nos assustou muito pelo modo como ele disse e pelo pouco (quase nada) de esperança que ele nos deu. A Molly ficou internada, voltou para casa com uma lista gigantesca de remédios e cuidados. Conversando com a Grazi, veio a esperança: a cinomose tem CURA. Era o início de uma rotina exaustiva: horários de muitos remédios, sopa na seringa-ela não tinha forças para comer, soro, água, água de coco -precisávamos mantê-la bem hidratada,injeções (que eu aprendi a aplicar), nebulizações, noites e noites muito mal dormidas, dias longos e pior, nenhum sinal de melhora. Quando td parecia estabilizado, ela tinha uma racaída. Foram 2 meses angustiantes!!! Medo, expectativa, mas sempre contando com as palavras de esperança e carinho da Grazi, a vet-amiga. Nossa, quanta paciência para aturar meus telefonemas diários desesperados e por vezes repetitivos!!! Hoje a Molly está com 5 meses, 3850g, firmou uma amizade com o Duque,adotou a minha cama como dormitório preferido, adora rasgar jornal, tem um apetite de dar gosto, continua lutando bravamente contra a cinomose e está praticamente fora de risco. É uma cadelinha muito sapeca, apesar de algumas sequelas que serão tratadas assim que normalizar o hemograma. Todos da família contribuem nos cuidados com ela. Percebemos melhora todos os dias e estamos ansiosos para o início da acupuntura ( a cinomose afeta o sistema nervoso, por isso deixa sequelas neurológicas como movimentos involuntários, dificuldades para andar, etc). A Molly nos sensibilizou, nos uniu e reforçou nossos amor pelos animais.
    Em breve, retornarei para falar dos progressos dessa pequena guerreira. Beijos a todos!

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    • 6. Bella  |  01/02/2012 às 14:18

      Oi, Helô! espero que a Molly siga na recuperação e que vcs tenham muito a aproveitar na companhia dessa pequena! se vc navegar pelo Blog, vai descobrir em “Peludos no Céu” a história da Lucrécia, uma das nossas cadelas que sobreviveu à cinomose e também da Cinira, que chegou lá em casa como se fosse um filhote de pequinês. 😉

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      • 7. Helô  |  13/02/2012 às 9:04

        Olá, adoro o blog e sempre dou uma passadinha. Mas a passadinha de hj é especial,rs. Quero partilhar com vcs a alegria de ter recebido a melhor notícia do ano: o exame(hemograma) da Molly está normal e podemos, finalmente começar a acupuntura para tratar as sequelas da cinomose. Obrigada Bella pelas palavras de carinho. Volto depois com mais notícias da minha pequena. Bjoks

  • 8. Bárbara Franzin  |  13/03/2012 às 12:48

    Bella, trabalho em uma agência e precisava do seu endereço para envio de um material. Pode me escrever, por favor? barbara.franzin@tag.ad

    Obrigada!

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  • 9. Pets Cão Petshop  |  03/05/2013 às 19:57

    Muito bom o blog, eu fiz um também, espero que goste. O endereço é http://www.petscao.com.br/blog/

    PS. Gostei da sua labradora, lindona e

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