Mafalda

26/04/2010 at 19:17 1 comentário

Nosso terceiro cocker preto – e quarto cão no quintal – chegou por acaso. Meu padrinho estava com um amigo que precisava doar a cadelinha. A figura tinha dado de presente para a mãe idosa uma filhote de cocker, cheia de energia e muito atentada (como qualquer filhote, aliás). O resultado era que a senhorinha não estava dando conta de tanto agito e a cadela precisava de um novo lar. Assim, minha irmã e minha mãe logo quiseram levar a dita cuja para casa. Lá fui eu, recém habilitada, com a minha irmã buscar Mafalda.


A primeira descoberta foi de que ela não era tão filhote assim. Pergunta daqui e dali, descobrimos que passou por umas sete casas antes de ir parar na nossa. Ou seja, deu um trabalhinho para ela aprender seu novo (e oitavo) nome. Mafalda era deveras agitada e roía tudo que via pela frente, bem diferente de Lucrécia e Gerard, os outros dois cockers calmos e tranquilos a que estávamos acostumados. Só anos mais tarde descobrimos que nossa plácida dupla é que estava “fora dos padrões” da raça, que é agitada por natureza. E Mafalda era teimosa, com um gênio dominante, deu um certo trabalho ensinar a regras da casa para a recém chegada.

Carinhosa e chegada em mimos, logo conquistou espaço. Nos primeiros tempos, dormia dentro de casa. Uma das cenas mais engraçadas que presenciei foi numa madrugada, quando levantei para beber água e acendi a luz da sala de jantar, Mafalda estava sobre a mesa, beliscando um paõzinho esquecido por ali. Desde então, as cadeiras da mesa de jantar precisavam ficar beeeem escostadas, porque se desse espaço, ela subia na mesa, na esperança de fazer um lanchinho extra. De outra vez, chegando em casa a pé, ouvi um choro de cachorro desde o ponto de ônibus e pensei: “quem está torturando essa pobre criatura?” Ao abrir o portão de casa, me dei conta de que a gritaria vinha dali de dentro mesmo. Abri a porta da sala e pedaços de almofada estavam espalhados por todo canto. Mafalda pulava de alegria, me arranhando toda. Ela nunca gostou de ficar sozinha.

Passado alguns meses – e algumas coisas destruídas – conseguimos adaptá-la aos outros cães da casa. Ela se mudou para o quintal e começaram pequenas rusgas com a chefe da matilha. Mafalda e Cinira se estranharam algumas vezes, mas Gerard se encarregava de colocar ordem na bagunça.
Anúncios

Entry filed under: Sem categoria. Tags: .

se seu bicho falasse… cães de guarda

1 Comentário

  • 1. Andrea Sassaki  |  26/04/2010 às 22:45

    Que carinha mais linda!!!Ótima semana…..Bêju!


quem sou eu

a matilha

PitaPata Dog tickers PitaPata Dog tickers

no twitter

  • 35 graus. 15% de umidade no ar. E um fdp tacou fogo no mato. Podia morrer queimado no próprio incêndio. #morra:: :: 11 hours ago
  • RT @direito_dr: Atualizando os números de condenações pelo STF dos réus da lava jato. 2014 - 0 2015 - 0 2016 - 0 2017 - 0 Não percam as…:: :: 18 hours ago
  • Quando a gente concorda com o Bush é pq as coisas estão muito, mas muito ruins.:: :: 1 day ago

(e o melhor, sem baba!) assine o blog e receba notificações de novas postagens por email

Junte-se a 4 outros seguidores

arquivo por data

o conteúdo deste blog é protegido!

Creative Commons License
This work by Bella (Isabella Neves) is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License Todos os textos e imagens devem conter referência ao autor e link para o post citado.

%d blogueiros gostam disto: